terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pares e ímpares


Já parou para pensar o quanto somos diferentes um dos outros? Uns baixos, outros altos, uns belos, outros com as formas nem tão harmoniosas assim... Quantas formas de personalidades, tanta gente para se compreender! Tanta história vivida, milhões de experiências a ser lembradas!
Para muitos algumas etapas não chegam, mas o fato é que, na vida sempre se espera aplicar essa regra: nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer. Quantos dilemas nos assombram pela vida a fora... Quando crianças, apegamos as brincadeiras; adolescentes, queremos resolver o mundo... Quando maduros, desistimos de tudo isso. Seríamos então todos iguais?
Nem uma coisa , nem outra, tudo se tornam relativo... Posso sim, ter uma história parecida com a do outro, mas não sou ele, não posso querer entender as coisas por ele, nem querer que o mesmo tome as minhas atitudes como forma de solução. Da mesma forma, posso não ter nada haver com o outro e mesmo assim tentar entender a forma como ele enxerga a vida.
A todos existe dois prismas, um que compreende e outro que acusa, sem sombras de dúvidas vejo que todos nós temos duas interpretações: defeitos e qualidades, porém todas vindas de um só aspecto: a característica. O que faz ser qualidade ou defeito é o prisma que usamos para enxergar o outro.
Por fim, somos em partes diferentes e em partes bem parecidos. Posso ter a minha opinião, minha experiência, mas inevitavelmente tenho que respeitar a sua, por muitos motivos, mas o principal é a consciência de que acima de tudo na vida não sou nada de mais, mas sem perceber posso ser igual a você.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Não se esqueça de mim


Pode parecer estranho alguém que passa o tempo a entender e querer fazer com que os outros a entendam, pode até soar falso alguém que no fim das contas diga: Eu compreendo. Com certeza esse compreendo, deveria soar como um: Eu existo.
Enganar a si mesmo é um dos piores pecados que um ser humano pode cometer, esquecer de si para fazer das outras pessoas melhores, nem sempre satisfaz, mas consola ao fato de que cada um trilha seu próprio caminho.
Sempre existirão pessoas que abdicaram do fato de ser para o ato de fazer, viver para o outro nem sempre é tão fácil quanto de principio se parecia, mas sempre será inevitável quem os faça.
Afinal, o que seria do mundo sem pessoas dedicadas pura e simplesmente ao outro, as coisas se tornam melhores, porém nem um pouco mais facilitadas, quando temos alguém que nos empurra adiante.
Criar e ter parâmetros são fáceis, no entanto, ser o parâmetro de alguém não é a tarefa mais fácil, requer muita dedicação ao outro, há de se concordar que para isso tem de haver muito amor próprio para não se perder no meio do caminho.
Faz-se inevitável que na vida tomemos horas o papel de ser modelo de alguém e horas de ter alguém como parâmetro, todos nós precisamos disso, todos nós exercemos os dois papéis na vida. As duas faces da moeda são vitais a nossa crença de que estamos fazendo o melhor para o mundo, de que ao ser notado estamos vivos.
Quem dera os deuses e os anjos soprassem aos nossos ouvidos que palavras doces ditas em horas amargas não signifiquem apenas eu amo você, mas na verdade um grito de quem fala, faz, busca, acredita no outro, querendo dizer, o que no fundo não sai, mas o coração sabe, um bom e sonoro: Não se esqueça de mim.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Semente da esperança: a arma de um novo mundo


Vivemos num mundo em que a cada dia nos deparamos com uma nova realidade cada vez mais violenta e triste, com isso estamos cada vez mais desesperados e com menos credibilidade nas pessoas e no futuro. Com o sistema educacional essa situação não se faz diferente.
É na escola aonde tudo recomeça: a sistematização de idéias de conceitos, de convívio. Através da educação conseguimos explorar, questionar e expressar tudo que já tínhamos aprendido em casa. E é através da educação que conseguimos mudar nossa atitude diante do mundo.
Nós futuros pedagogos devemos acreditar que assim como um ilusionista que usa de seus truques de mágica para tirar o coelho da cartola, assim deve ser o professor que deve usar de seus conhecimentos para cultivar sonhos em seus alunos. Plantando a semente da esperança para que todos possam crer em dias mais felizes, tempos mais justos, seres humanos melhores.
Pois, se não for este o sentido e a função da educação, qual seria então? O conhecimento deve ter o poder de acrescentar, unir e libertar para que todos os homens possam através do acesso ao saber ter a oportunidade de se conscientizar e mudar sua realidade e a oportunidade de se fazer melhor como cidadão.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Por uma chance a mais


A vida é como um barbante cheio de nós. Os nós da vida nos fortalecem cada vez que passamos por mais um deles, mesmo quem não queria, acaba se tornando maior e melhor a cada obstáculo deixado para trás, a cada nó desfeito; são tantos os embaraços que a vida nos causa, que às vezes esquecemos de contá-los.
Sempre existe um jeito de ultrapassá-los, uma hora ganhamos a batalha, outra apenas os conflitos são desfeitos como nós, de uma forma ou de outra, o impossível acontece e o que mais nos incomoda em um momento é deixado para trás.
Sendo justa ou não recebemos a lição que há muito nos foi endereçada, sem que, no entanto, isso seja um castigo, com tempo percebemos que é apenas um ponto a mais de sabedoria que adquirimos ao longo da vida, são apenas mistérios, incômodos, lutas, que desfizemos no correr dos anos.
Depois de muitos anos se torna fantástico o ato de lembrar o que por muito tempo se quis esquecer, assim percebe-se que nos tornou saudosista o tempo. Brigamos tanto para esquecer um erro que um dia nos deparamos com o mesmo num momento de saudade, cheios de esperança porque estamos vivos e desta vez temos a chance de acertar. O melhor de tudo é entender que isto faz parte da vida, que só pode errar e acertar quem está vivo, que enquanto temos fôlego temos vida e enquanto vivemos cada minuto significa que estamos ainda na luta de uma chance a mais.