quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Fim


Ando me repetindo, fazendo o que não quero, o que não agüento, o que da alma já está saturado, prometendo sempre não voltar ao mesmo ponto de partida. Sinto-me perdida e me vejo mais uma vez como eu na verdade nunca queria enxergar: sozinha com a minha solidão.
Dizendo verdades irrefutáveis, rezando uma prece que nunca acaba; eu sei que um dia vou embora, mas e até lá? O ingrato disso tudo é que quando esse dia chegar, mesmo se esse dia não chegar, você não vai notar todo meu esforço.

Não há nada que eu faça para você entender de uma vez por todas que ando falando sério, não sei mais o que faço para me convencer de que não dá mais; já pensei entregar os pontos, até entreguei, mas o que está aqui dentro ainda não mudou.
Sentimento amargo e recolhido que me arde a alma quando estou só, que lança num segundo do desafio à loucura; tateando meu destino busco em mim um lugar seguro onde só eu posso mudar as coisas que tanto incomodam.
Peço desculpas se te ofendo com o que eu na verdade nem gostaria de sentir, talvez um dia me cure talvez um dia eu me perca de vez, mas pode ser que um dia eu derrube as fronteiras da minha cegueira que tanto me impedem de transpor dessa história o mesmo momento: o fim
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Alento


O que sinto por você é como um belo fim de tarde de um dia agitado, é o que ninguém consegue ver, mas sem ele não estaria o dia completo, e mesmo sem que ninguém o perceba, seu brilho continua ali, emoldurando os sonhos de quem nem sequer o percebe.
Essa luz fria e morta, esquenta um coração de quem há muito já entregou a batalha, só espera por um fim, sem agonias ou mesmo euforia, não se antecipa, apenas participa imóvel de uma batalha.
Perco-me nessas contradições, amar sem almejar, querer sem nem ao mesmo sentir vontade, o dia chega e eu sei que não estarei mais atormentada em seus atos. Ando fugindo da solidão me entretendo com as doces lembranças que nunca existiram.
Ganhar ou perder já não importa, porque sei que muitas vezes cresci ao longo dessa jornada, já em ti não vejo o mesmo, seus embaraços um dia se dissiparão, com o pouco de fé que ainda te sustenta, mas em mim ficará para sempre a eterna sensação de um nunca se deixar existir.