terça-feira, 17 de novembro de 2009

O novo sempre chega


Sempre gostei de uma música que dizia “(...) Se eu for embora não sou mais eu (...)”, esses dias me peguei pensando nisso, nunca entendi o porquê de gostar tanto dessa parte, descobrir a causa disso se tornou muito importante, porque para mim era como se eu ficasse em dívida com o restante da música.
Apesar de tratar de um clichê, como clichê são sempre frases de impacto, tentei acreditar nesse argumento. Por fim, descobri que existem lembranças que a gente fecha a porteira para elas não voltarem à mente, talvez esteja em uma delas a resposta que eu busco, creio eu que já disse isso a mim mesma, e por incrível que pareça eu fui embora e agora já não sou mais eu.
Todo mundo tem seu divisor de águas, este é o meu, já não sou a mesma e só agora me dei conta de quanto mudei, minha vida mudou, meu jeito de ver e encarar a vida já não é mais o mesmo. Continuo parada no mesmo lugar, mas totalmente diferente do que em outras épocas.
Encaro a vida como uma batalha de um soldado só, enfim, entendi a beleza de estar sozinha, sem medos, sem me sentir pequena, vivendo apenas por um dia, sempre encantada com o mundo, mas não mais ingênua com as pessoas.
Realmente eu fui embora, às vezes me bate uma tristeza, uma saudade de ver as coisas como antigamente, mas quando penso bem, sempre chego à conclusão de que tudo valeu a pena, que hoje tem muito mais valor do que o ontem, e que o amanhã é feito do ontem. Assim, em resumo, quem foi embora talvez
tenha ido por ter medo de tudo, hoje vive quem faz do medo desafio.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Meu melhor sorriso


Todos os dias quando acordo, antes que qualquer pessoa possa me ver, me visto com meu melhor sorriso, pronto! Assim fico preparada para qualquer adversidade; descobri que a armadura mais eficaz que tenho é ser feliz.
Não me sinto falsa ou fria em sorrir para meus problemas, já chorei tantas e tantas vezes para eles e nunca resolveu de nada; o mundo detesta gente fraca, ninguém tem paciência para quem se lamenta a todo instante.
Talvez viva um personagem, mas que importa? Todos nós demonstramos o que achamos de melhor em nós mesmos. Querer estar o tempo todo bem não é o maior pecado que um ser humano pode cometer.
Conheço tanta gente que não tem tempo para nada, que acabei me inspirando nelas e resolvi não ter tempo para tristeza; repito sempre à minha solidão: para tristeza diga que não estou.
Não fico triste em estar só, afinal, não se pode contar o tempo todo com as outras pessoas, fazer o quê... Por mais que não seja notório, mas os problemas são nossos e ninguém, além de nós mesmos, pode enfrentá-los.
Descobri que não posso perder mais tempo com as minhas dúvidas, agora me forço a ser a solução, enfrento os fatos, pago o preço e aturo as conseqüências do que foi feito; trabalho com os fatos e não com as possibilidades.
Meu sorriso não é um disfarce, é meu escudo, internalizo a alegria dele porque ser feliz não é uma opção, é uma necessidade, portanto, não tenho escolhas, meu destino é ser feliz, minha obrigação é me fazer feliz!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Fim


Ando me repetindo, fazendo o que não quero, o que não agüento, o que da alma já está saturado, prometendo sempre não voltar ao mesmo ponto de partida. Sinto-me perdida e me vejo mais uma vez como eu na verdade nunca queria enxergar: sozinha com a minha solidão.
Dizendo verdades irrefutáveis, rezando uma prece que nunca acaba; eu sei que um dia vou embora, mas e até lá? O ingrato disso tudo é que quando esse dia chegar, mesmo se esse dia não chegar, você não vai notar todo meu esforço.

Não há nada que eu faça para você entender de uma vez por todas que ando falando sério, não sei mais o que faço para me convencer de que não dá mais; já pensei entregar os pontos, até entreguei, mas o que está aqui dentro ainda não mudou.
Sentimento amargo e recolhido que me arde a alma quando estou só, que lança num segundo do desafio à loucura; tateando meu destino busco em mim um lugar seguro onde só eu posso mudar as coisas que tanto incomodam.
Peço desculpas se te ofendo com o que eu na verdade nem gostaria de sentir, talvez um dia me cure talvez um dia eu me perca de vez, mas pode ser que um dia eu derrube as fronteiras da minha cegueira que tanto me impedem de transpor dessa história o mesmo momento: o fim
.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Alento


O que sinto por você é como um belo fim de tarde de um dia agitado, é o que ninguém consegue ver, mas sem ele não estaria o dia completo, e mesmo sem que ninguém o perceba, seu brilho continua ali, emoldurando os sonhos de quem nem sequer o percebe.
Essa luz fria e morta, esquenta um coração de quem há muito já entregou a batalha, só espera por um fim, sem agonias ou mesmo euforia, não se antecipa, apenas participa imóvel de uma batalha.
Perco-me nessas contradições, amar sem almejar, querer sem nem ao mesmo sentir vontade, o dia chega e eu sei que não estarei mais atormentada em seus atos. Ando fugindo da solidão me entretendo com as doces lembranças que nunca existiram.
Ganhar ou perder já não importa, porque sei que muitas vezes cresci ao longo dessa jornada, já em ti não vejo o mesmo, seus embaraços um dia se dissiparão, com o pouco de fé que ainda te sustenta, mas em mim ficará para sempre a eterna sensação de um nunca se deixar existir.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Brilho do passado


Apesar de lindo, o brilho das estrelas que tanto fascina, nada mais é que o reflexo de um passado remoto, seu brilho frio e distante encanta e preenche o vazio escuro que é o universo. O mesmo acontece com o passado, me sinto presa ao que já se foi por ser a única coisa que consigo enxergar na imensidão que existe em mim.
Parece que só tem sentido o ontem, pois eu o vejo, não o tenho, mas consigo vislumbrar o que outrora foi presente. Cada vez se torna mais difícil aceitar que algumas recordações/perspectivas fiquem pelo caminho a mercê do esquecimento, coisas bobas, eu sei, mas que por ter me empenhado tanto, não permito deixá-las para trás.
Assim como a beleza das estrelas, o passado com suas ilusões ainda volta a me pegar peças, pois mesmo sabendo que não existem, me pego ainda presa ao que nunca aconteceu, sonhando como se aquela saudosa esperança se torne realidade. Porque o que realmente me prende ao passado é o brilho que toda e qualquer expectativa possuiu um dia.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sentença


Resolvi te esquecer nos seus braços, você me obrigou a te esquecer, me perdeu sem notar, apesar de nunca ter desejado que eu de fato fosse sua, mas de qualquer maneira já não estou com você. Como pude levar tanto tempo para entender que você sempre será apenas de suas mágoas e frustrações?
Enquanto falava de sentimento você me oferecia prazer como forma de tortura. Estar contigo é estar amarrado ao seu modo doentio de encarar as coisas, realmente não combinamos, pois não me permitiria nunca perder o tempo que me é oferecido com suas eternas frustrações, saiba que sua solidão é demais para mim. Tenho como por obrigação usar do resto de sanidade que ainda ficou em mim, com egoísmo, quem sabe assim eu não volte a trilhar caminhos somente meus.
Assim, pude perceber que não é você que não me quer, você é que se rejeita, não se permite ser de ninguém, não vive, ama demais suas frustrações, já não consegue viver sem problemas, se acostumou a fazer da vida um fardo. Mais uma vez, sendo bom ou não para você, o mundo lhe fecha as portas, desculpa, mas você não cabe mais na minha vida; por último, me faça o favor, tranque à chaves as portas para que eu não tenha mais como voltar atrás.