As redes sociais deram protagonismo a uma gente que conhecíamos, mas até então não levávamos a sério: os cruéis. Quem não conhece alguém que sempre tem uma versão escusa de uma fato onde só ele sabe a fonte? Quem não conhece alguém que consegue fazer os piores comentários mesmo nas situação mais infelizes em nome da brincadeira? Os famosos intragáveis, gente que tratamos com o máximo de cordialidade e diplomacia porque justamente não queremos tenham a liberdade de falar o que pensam conosco, por serem chatos.
Sim, são essas pessoas que andam movimentando a internet. Aquelas mesmas que na vida a gente evita qualquer assunto sério, por ter consciência que são completos idiotas, no sentido visceral da palavra. Pessoas que julgamos até inocentes mediante a tanta ignorância, mas que num ambiente virtual encontra proteção para todo seu sadismo. E é ali que colocam pra fora toda sua frustração em forma de ódio, intolerância, perversidade e ironia. Nem que pra isso tenham que ignorar a verdade, a dignidade humana e as leis. Compartilham notáveis mentiras, reagem com risadas a tragédias, atacam seus iguais como deuses, questionam o inquestionável.
O que paira no ar é: em nome de que? Qual o limite dessas pessoas? Não vivem no mesmo mundo que a gente? A internet pra essa escória virou um Olimpo onde o Google é a fonte de pesquisa, abastecida de verdades por eles mesmos, para dar razão à toda e qualquer histeria coletiva. Discursos prontos, conversas enfadonhas, debates altamente polarizados, argumentos sem fundamentos.
Medo dessa gente que se diz de bem, porém só consegue pensar em morte e linchamento de todo aquilo que lhe é diferente. Saudades do tempo que essa galera se limitava as saudações de bom dia, boa tarde e boa noite, porque suas atuais colocações não estão somando à coletividade, apenas mostram a pior faceta da humanidade: a crueldade.
