O homem sempre
teve a necessidade de se expressar (e de ser ouvido), isso há muitos milhões de
anos, um exemplo é a pintura rupestre, quem embora não entendemos com clareza o
que elas significam, elas trazem consigo alguma mensagem. Hoje, as ‘tribos’ se
tornaram um pouquinho maior: as redes sociais.
Através dela o homem tem feito uma extensão do eu e criando paralelos e
paradoxos à sua vida cotidiana.
As redes
sociais abrangem muito mais que seu papel de comunicação (sendo ela feita de
forma pessoal ou profissional), agora ela toma forma de instrumento de
incitação social. Dependendo de quem escreve, e não da verdade do que está
sendo dito, no caso postado, ocorre uma chuva de ‘curtidas’, em sua grande
maioria sem o menor discernimento do que realmente foi dito, muitos ensaiam
comentários, como uma busca de um lugar ao sol. Apenas reforçando a ideia
lançada, mas sem muito pensar, e muito menos criticar, no que realmente está
concordando.
Usa muito bem
as redes sociais os preparados para lidar superficialmente com o público, falou
‘curtiu’, assunto encerrado; vivemos a era do instantâneo: lança-se um texto, sem muita argumentação,
porém fixando bem seus limites, com suas palavras chaves bem expostas.
Resultado: Sucesso! (uma enxurrada de aplausos virtuais ao nada dito, mesmo
porque a plateia, em sua maioria, não se esforça para mais profundos
entendimentos).
Assim os posts
tornam-se não questionamento, mas apenas um norte para como pensar, fazendo de
uma ideia arma de incitação nas mãos alheias, quem ousa questionar ou até mesmo
repensar, torna-se figura personificada de rebeldia, curiosidade, cobrança ou
mesmo (in) tolerância. Arma poderosa de quem gosta da relação de poder, pois, na
maioria de seus entusiastas, digo seguidores, há apoio para qualquer verdade
absoluta.
Num mundo
aonde as pessoas, na sua maioria, querem de todo jeito, atribuir sua realidade
a símbolos, e não a experiências, nada melhor do que ter ‘mentores’ para o
pensar, sem o menor questionamento,
minha função torna-se agora: curtir e compartilhar e quando muito,
comentar. E lá se vai mais uma grande ideia de expressão se tornando reprodutor
de pensamentos já prontos, lá se vai novas ideias, novos questionamentos e
velhos modos de alienar, digo, pensar, mais uma vez deixamos que outros tomem
conta de nossas opiniões...