sábado, 26 de julho de 2008

No mundo do meu espelho


As verdades do meu espelho descobriram enfim, que são efêmeras, no mesmo instante que as enxergo elas se desprende de mim como filhos que se vão e ganham o mundo. Penso e as faço como meu bem quero, as disponho por meros momentos de consciência.
Verdades que cabem apenas no meu mundo, coisas que eu sei, por mais que não quisesse, que não passam de minha eterna solidão. Ganho o mundo, venço o medo de estar só, com isso, nestes segundos nada mais importa, apenas o meu eu.
A verdade chega, toda de uma vez, como na dor de uma queda, percebo que o meu eu não é assim, tão meu quanto eu pensava. Não sou nada, no mesmo tempo, sou tudo, sou mundo, enfim, às vezes solidão.
Reluto, busco, comigo e com mundo, para no fim das contas entender que faço meus os pensamentos alheios, dos outros verdades não ditas, faço de mim a realidade de ser outro e busco no mundo fragmentos de mim.

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