quinta-feira, 15 de abril de 2010

Escrevendo

Odeio quando uma situação fica congelada na minha cabeça, como se fosse uma imagem, fica se repetindo, parece que no intuito de me torturar, se repete por horas, dias, meses, anos! Gostaria tanto que sumissem de vez da minha memória, por que não num simples ‘delete’ elas entendessem que eu não as quero perturbando o meu imaginário?
Sempre tenho a infeliz impressão que repassa-las em detalhes poderia eu, logo eu, mudar o final das projeções. Torno-me frustrada quando não acontece o ‘happy end’, e então, volta desde o começo da fita. Pior ainda quando quero congelar as imagens nos piores momentos; eu sei exatamente os erros que cometi, não preciso revivê-los para entender o que eu não devo fazer mais.
A vida seria mais fácil se fosse um livro, queria tanto ser o autor da minha vida... Superaria todos os fracassos, ressaltaria tanto as minhas vitórias que o fim ficaria perfeito, mas por outro lado, talvez seja isso que o destino faça: tudo no final das contas se torna compreensível.
Então vamos esperar, sem nos inquietar, que o destino faça a sua parte torne legível o que eu não consigo ler hoje, que traga a tona o que ele escreve nas entrelinhas, sem que seja necessário a toda hora repassar todos os capítulos, e principalmente, que todos os enigmas inventados pelo criador e pela criatura sejam desvendados.

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