Sabe quando se descobre que amadureceu? No momento em que se entende que indireta é covardia, que fugir não é solução, que sair culpando Deus e o mundo são apenas estratégias patéticas de não enfrentar causas e consequências.
Quando a gente aceita em silêncio o destino, seja num doce sorriso ou numa lágrima relutante em cair, percebe-se que existe um processo de perdas e ganhos. Nem sempre sai como se deseja, mas não existe outro caminho a não ser lidar com os fatos.
Assim, aceitamos os próprios fracassos na mesma medida em que festejamos nossas vitórias, acolhendo quem somos e por que assim nos constituímos como pessoa, com nossa personalidade e valores.
Com isso, aceitamos a vida como ela é: um eterno processo de nossas questões subjetivas frente aos desígnios das circunstâncias. Não existe solução fácil, mas também é fundamental acreditar no amanhã, "esperançar" novos horizontes, investindo toda nossa força emocional, psíquica e laboral na busca de significados.
Por fim, todo o processo, e tudo que ele implica, tem como resposta o significado: o sinal que será a dosimetria de alento ou lamento. Não como uma sentença, mas como uma bússola de novos momentos. Afinal, a vida é implacável com o tempo e sempre continua.

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